Operação

Operação

A área de atuação, a estrutura operacional compartilhada e os padrões de segurança que sustentam o serviço de praticagem na Zona ZP-05.

Área de atuação — 01

Porto do Mucuripe

Porto do Mucuripe

Com mais de meio século de atividade, o Porto de Fortaleza — também conhecido como Porto do Mucuripe — é um dos terminais marítimos mais importantes e estratégicos do País. Sua localização privilegiada, na enseada do Mucuripe, em Fortaleza/CE, mantém o porto em proximidade com os mercados da América do Norte e da Europa.

O terminal atende empresas de navegação com linhas regulares para portos dos Estados Unidos, Canadá, América Central, Caribe, Europa, África e países do Mercosul, além de itinerários para os demais portos brasileiros por meio da navegação de cabotagem. Sua área de influência abrange os estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, estendendo-se também às regiões Norte, Centro-Oeste e ao Vale do São Francisco.

No Porto do Mucuripe está instalado um dos maiores polos trigueiros do país, ao lado de uma infraestrutura versátil que permite a movimentação de granéis sólidos, granéis líquidos e carga geral solta e conteinerizada.

Área de atuação — 02

Complexo Portuário do Pecém

Complexo Portuário do Pecém

O Complexo Portuário do Pecém é um terminal marítimo concebido para propiciar operações portuárias eficientes e altamente competitivas, com acessos rodoviários e ferroviários livres e independentes dos confinamentos provocados pelos centros urbanos.

Quanto à infraestrutura marítima, o terminal foi projetado para permitir o acesso da grande maioria dos navios comerciais em operação, dispondo de instalações de atracação com profundidades compatíveis com os navios de última geração — tanto graneleiros quanto de carga geral, incluindo porta-contêineres.

É constituído por três píeres marítimos: o Píer 1, destinado a granéis sólidos, granéis líquidos e carga geral não conteinerizada; o Píer 2, para granéis líquidos; e o TMUT, para granel sólido e carga geral conteinerizada e não conteinerizada.

Por se tratar de um terminal off-shore, os píeres de atracação estão protegidos da ação das ondas e correntes por um quebra-mar de berma em forma de “L”, com 2.770 m de extensão. Os píeres são ligados ao continente por uma ponte rodoviária que interliga o pátio de armazenagem às instalações de atracação.

Estrutura — 03

Atalaia — Centro de Controle

Atalaia — Centro de Controle

A Atalaia é o centro de controle operacional mantido pela Praticagem do Ceará para coordenar o serviço de praticagem nos dois portos da ZP-05. Opera em regime de plantão 24 horas por dia, 365 dias por ano, sem interrupção. Toda solicitação de manobra — entrada, saída, mudança de berço, fundeio, desfundeio — passa pela Atalaia, que organiza a escala dos práticos, aciona a lancha e mantém a comunicação com o navio, os agentes marítimos e as autoridades portuária e marítima.

Escala de manobras

Recebimento, conferência e organização das solicitações de praticagem para os portos do Mucuripe e do Pecém, em coordenação com agências marítimas, autoridade portuária e Capitania.

Comunicação com navios

Contato com comandantes e oficiais de bordo via VHF e demais canais oficiais, em conformidade com os protocolos de tráfego e segurança da navegação.

Coordenação de embarque

Acionamento dos práticos escalados e da tripulação da lancha de prático, garantindo a chegada do prático a bordo no tempo e no local previstos.

Monitoramento operacional

Acompanhamento das manobras em andamento, das condições meteorológicas e de mar, e da disponibilidade dos meios de apoio.

Registro e rastreabilidade

Documentação sistemática de cada manobra — horários, condições, ocorrências — para fins operacionais, estatísticos e de auditoria.

Interlocução com autoridades

Canal direto e permanente com a Capitania dos Portos, autoridades portuárias e demais órgãos envolvidos na operação portuária.

Estrutura — 04

Frota de Lanchas

Frota de Lanchas

A Praticagem do Ceará opera três lanchas de prático — Flexeiras, Fortim e Taíba III —, todas bimotorizadas e mantidas em regime de prontidão 24 horas. A redundância de meios garante disponibilidade contínua mesmo durante intervenções de manutenção programada. As embarcações são tripuladas por aquaviários habilitados e operam exclusivamente para o serviço de praticagem na ZP-05.

Embarcação

Flexeiras

Lancha de prático · bimotor

Embarcação

Fortim

Lancha de prático · bimotor

Embarcação

Taíba III

Lancha de prático · bimotor

Estrutura — 05

Equipe de Apoio

A equipe de apoio da Praticagem do Ceará é composta por tripulantes de lancha em regime de escala 24 horas, operadores de atalaia em plantão ininterrupto, equipe de manutenção dedicada e equipe administrativa. O dimensionamento foi estruturado para garantir cobertura plena e simultânea dos dois portos sob responsabilidade da Praticagem do Ceará.

01

Tripulação das lanchas

Aquaviários habilitados que operam as embarcações de prático em regime de escala 24 horas, conduzindo o prático ao navio em manobra e regressando ao cais com segurança em qualquer condição operacional autorizada.

02

Operadores de atalaia

Plantão ininterrupto no centro de controle — recepção de solicitações, escala de manobras, comunicação com navios e autoridades, registro operacional e acionamento dos meios de apoio.

03

Manutenção

Equipe dedicada à manutenção preventiva e corretiva das lanchas, sistemas embarcados, equipamentos de comunicação e infraestrutura física da operação, assegurando disponibilidade plena dos meios.

04

Administrativo

Gestão financeira, jurídica, contábil, de pessoas e de relacionamento com clientes, agências marítimas, autoridades portuárias e Autoridade Marítima.

Estrutura — 06

Operação 24 horas

A navegação comercial não para. Navios chegam e partem em qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano, sob qualquer condição operacional compatível com a segurança. A praticagem, por força legal e por necessidade técnica, acompanha esse ritmo.

Na ZP-05, a Praticagem do Ceará mantém regime de plantão ininterrupto — 24 horas por dia, 365 dias por ano —, com práticos escalados, tripulações de lancha em prontidão, operadores de atalaia em turno e meios de apoio disponíveis a qualquer momento. Os 12 práticos operam em escala compartilhada, dimensionada para garantir cobertura simultânea dos dois portos.

07 — Segurança

Segurança e Boas Práticas

Segurança e Boas Práticas

A segurança não é um atributo opcional do serviço de praticagem — é sua razão de existir. Toda decisão técnica do prático e toda rotina operacional da Praticagem do Ceará são orientadas pela mitigação de riscos à vida humana, à embarcação, ao meio ambiente e ao patrimônio portuário. A Praticagem do Ceará observa os instrumentos normativos da Autoridade Marítima Brasileira, os padrões da IMO e as boas práticas reconhecidas pelas entidades técnicas de referência mundial.

01

Embarque e desembarque do prático

Pilot ladder em conformidade com SOLAS Regulamento V/23 e IMO Resolution A.1045(27): material, dimensões, fixação, iluminação, combinação com escada de portaló e supervisão por oficial responsável. Não-conformidades são a principal causa documentada de acidentes graves com práticos.

SOLAS V/23IMO A.1045(27)IMPA Pilot Ladder Poster

02

Amarração e desamarração

Plano de amarração adequado ao porte do navio, ao berço e às condições meteorológicas; cabos em estado adequado e dimensionados corretamente; guinchos com freios calibrados; equipe treinada nas zonas de retorno violento de cabos (snap-back zones).

OCIMF MEG4IHMA Mooring Guidelines

03

Comunicação entre equipe do passadiço e prático

Master/Pilot Information Exchange (MPX) prévio à manobra, padrões IMO de comunicação em inglês marítimo (SMCP), uso de VHF em canais designados e clareza de comandos em todas as fases da manobra.

IMO SMCPIMPA MPX Checklist

04

Condições meteorológicas e de mar

Avaliação contínua de vento, ondulação, corrente e visibilidade. Limites operacionais por berço, por tipo de navio e por condição da embarcação são respeitados em toda decisão de iniciar, prosseguir, abortar ou postergar manobra.

PIANC Harbour Approach Channels

Referências normativas

Base técnica internacional

  • SOLAS — Safety of Life at Sea
  • IMO Resolution A.1045(27)
  • IMO SMCP — Standard Marine Communication Phrases
  • IMPA — International Maritime Pilots' Association
  • IHMA — International Harbour Masters' Association
  • OCIMF MEG4 — Mooring Equipment Guidelines
  • PIANC — Harbour Approach Channels Design Guidelines
  • NORMAM-311 — DPC / Marinha do Brasil